Artigo sobre neurocirurgia pediátrica

O comportamento clínico das doenças em crianças possui um padrão bastante diferente em relação aos adultos, o que exige um estudo específico para diagnosticar estes casos em pacientes nessa idade.

Um recém-nascido ou uma criança pequena ainda possui um sistema nervoso em desenvolvimento, e seu crânio ainda apresenta aberturas que servem para facilitar o parto natural, o que exige que os procedimentos cirúrgicos sigam padrões extremamente particulares.

Hidrocefalia:

A Neurocirurgia Pediátrica trata principalmente doenças congênitas que surgem durante a gestação, e geralmente doenças relacionadas até os 11 anos de idade. Uma patologia muito comum na infância é a hidrocefalia, um acúmulo excessivo de fluido cerebrospinal, no interior dos ventrículos ou no espaço subaracnóide.

Em condições normais esse líquido cerebral deveria passar pelas estruturas cerebrais para realizar um sistema de "amortecimento", até ser reabsorvido. No caso da hidrocefalia, ocorre uma obstrução do caminho de drenagem desse liquido, fazendo com que ele se acumule dentro do cérebro.

Acumulado no crânio, este líquido leva a um aumento grande na pressão intracraniana. Os ventrículos cerebrais se dilatam, podendo gerar um aumento no tamanho do crânio do paciente.

neurocirurgia funcional

A hidrocefalia pode ser relacionada a três fatores: alterações genéticas, presença de espinha bífida, que é uma má formação da medula espinhal, ou prematuridade do bebê. Infecções contraídas durante a gravidez também podem levar à hidrocefalia.

Sintomas

Os sintomas da hidrocefalia em crianças são choro, irritabilidade, interrupção da amamentação, vômitos, sonolência e coma.

Tratamento

Pode-se diminuir a pressão intracraniana através de uma Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), onde o excesso de liquor é drenado através de cateteres e uma válvula unidirecional. Esse liquido é direcionado para a cavidade abdominal, onde é absorvido.

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Outro tratamento cirúrgico é com a realização de terceiro ventriculostomia. Nele insere-se uma microcâmera através dos ventrículos cerebrais e realiza-se uma comunicação entre os compartimentos do cérebro.

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Craniossinostose:

O termo indica um fechamento precoce das junções ósseas do crânio, que devem permanecer abertas para facilitar o crescimento natural do cérebro.

Esse fechamento precoce das junções do crânio impede que o cérebro e a estrutura óssea do crânio, cresçam na direção perpendicular, que seria o natural, causando uma deformação.

O fechamento craniossinostose pode ocorrer ainda na gestação e o diagnóstico pode ser feito através de exames de Raio-X e tomografias computadorizadas. A craniossinostose está relacionada a um gene que é herdado pela criança via progenitores, mas também pode estar relacionado ao uso de drogas por parte da mãe durante o período de gestação.

Tratamento

Pode-se realizar cirurgia para corrigir as deformidades da face e do crânio. Os melhores resultados são obtidos com crianças de até 1 ano de idade.

A Neurocirurgia Pediátrica também pode tratar de tumores cerebrais, os quais são comuns em crianças devido ao desenvolvimento acelerado do sistema nervoso central.

Tumores Cerebrais:

Os principais tumores que podem surgir em crianças são os ependimomas, tumor que surge das células que revestem o quarto ventrículo do cérebro e a medula espinhal, os meduloblastomas, que surge no cerebelo, e os craniofaringiomas, tumores da base do cérebro, logo acima da hipófise.

Os sintomas em crianças são similares aos de adultos, como dores de cabeça, vômitos, alterações no comportamento, dificuldade de compreensão e fala, além de possíveis convulsões. No caso do craniofaringioma, pode ocorrer falha no crescimento e puberdade tardia. Já o meduloblastoma pode causar rigidez no pescoço e nistagmo.

A melhor maneira de diagnosticar o tumor cerebral em crianças é através de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética do crânio. Os sintomas serão um indício para a suspeita, mas apenas os exames podem confirmar o tumor.

Se possível, a primeira opção de tratamento sempre é a cirurgia de retirada da lesão. Entretanto, há casos em que o tumor está muito próximo de outras estruturas vitais do cérebro e a cirurgia traria muitos riscos para a criança.

Para esses casos, existe a opção da radioterapia, que destrói as células doentes através da emissão de raios-x na região afetada. Existe também a quimioterapia, que realiza um tratamento medicamentoso para eliminar o tumor. Esse tipo de tratamento pode gerar muitos efeitos colaterais, como vômitos, fadiga e queda de cabelo.

IMPORTANTE: As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional e de nenhuma forma devem ser utilizados para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

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